sábado, 3 de dezembro de 2016

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (115)


PORQUE EU NÃO VOU À MANIFESTAÇÃO DE AMANHÃ, DIA 4, DOMINGO, NAS RUAS CONTRA TEMER – TRATA-SE DO GOLPE NO GOLPE


Primeiro posto três fortes argumentos, todos de gente amiga e com a mesma linha de pensamento que a minha:

1 - “Alguém tentou num post dizer/se justificar que devemos ir à passeata do dia 4, que não podemos nos dividir, que temos de nos unir... Mas a divisão É a tônica. Os incautos estão DE NOVO sendo vítimas de sua ânsia por um país melhor... só que melhor pra quem, cara pálida? Se unir a quem já incitou e foi massa de manobra de um golpe para tentar OUTRO golpe (que já está programado!)? Então que marchassem com objetivo claro, pelas DIRETAS JÁ, pelas DIRETAS AGORA! Mas não, querem apoio pra sacar fora o não-presidente-golpista para eleger indiretamente em 2017 um Aécio? Um FHC. JAMAIS! Jamais me misturarei a essa patuléia. Eu vou pra rua DE NOVO só se for pra gritar (de novo) DIRETAS JÁ COM REFORMA POLÍTICA. AMANHÃ EU NÃO VOU!”, Fábio Campos, músico, Rio de Janeiro.

2 – “Passeata em favor da LavaJato significa pedir punição para Serra, Aécio, Renan, Jucá... Temer... para todos os maus empresários e maus homens públicos do legislativo, executivo e judiciário? Ou é só pra pedir a punição de Lula e fazer campanha para o Sérgio Moro? Perguntar não ofende!”, Reginaldo Tech, professor, Bauru SP.

3 – “Espera aí!!! Os caras passaram os últimos anos me chamando de "Comedor de Pão com Mortadela", Petralha, Ladrão.... Derrubaram Dilma, mesmo sabendo que Romero Jucá havia dito que a derrubada de Dilma seria uma necessidade para colocar o Michel Temer no poder, estancar a sangria que a Lava jato estava causando no meio corrupto dos políticos, fizeram de tudo para promover a prisão arbitrária do ex-presidente Lula. Inventaram Triplex, Sítio, avião, fazenda.... O cacete a quatro contra Lula e o PT.... Sabiam que a Democracia do Brasil estava sendo ameaçada... Que iriam explodir a República.... E agora, quando a merda cobre, quando tudo o que nós avisamos está acontecendo, vem chamar a gente para, juntos como irmãos em socorro do "nosso querido Brasil" sairmos em Manifestação convocada pelo Movimento Vem Pra Rua (O mesmo que agiu aguerridamente para que acontecesse tudo isso) em uma manhã ensolarada de domingo???? Nem a pau, Juvenal!!! Quem pariu Mateus que o balance!!! Eu vou à praia!!! Meu coração é verde/amarelo, mas a camisa que o veste é vermelha de luta!! Não me junto a traidores da Pátria que só focavam nos seus direitos esquecendo dos direitos da Classe Trabalhadora! #Fora_Temer e #Volta_Dilma. Empunhem estas duas bandeiras que a gente conversa!!”, Giovani de Morae e Silva, jornalista, Recife PE.

HPA LACRA O SEPULCRO DOS GOLPISTAS E ESCANCARA SUAS INTENÇÕES: Não participo de ato organizado por quem participou do golpe e fecha os olhos para o desmonte do Estado e das políticas sociais. Esse o princípio básico. Tenho por base algo bem simples e ao seguir esse lema, sempre acerto: Se a TV Globo segue por ali, o certo é seguir pelo lado contrário. Isso é básico. Para mim, o cara ir no ato marcado por todos aqueles envolvidos no golpe contra a democracia, das duas uma, ou é muito ingênuo e compra gato por lebre e entra regularmente de gaito em navios de bandeiras desconhecidas ou sabe o que está fazendo e apoia mais uma vez outra sacanagem contra a democracia. Tudo está muito claro límpido e transparente. Estará nas ruas amanhã, não só os favoráveis a derrubada de Temer, mas principalmente os favoráveis à solução de tirar o incompetente golpista e seu corrupto agrupamento espoliador e dar um jeito sacana para os destinos do país, colocando no poder, num mandato tampão, por via indireta alguém ligado ao tucanato ou mesmo do STF. Concordar com isso é estar de acordo com as grandes sacanagens dos bastidores desse país, as que mais infelicitaram a todos nós nesses últimos meses. Se fosse para ir às ruas amanhã, talvez me veriam parado numa esquina e com uma baita de um estandarte desses grandões e com os dizeres:

“FORA TEMER E ABAIXO SOLUÇÃO PELA VIA INDIRETA” “ENQUADRAMENTO DO JUDICIÁRIO À CONSTITUIÇÃO”
“VOLTA DILMA, O MANDATO AINDA É TEU, OS QUE LHE ROUBARAM O PODER SE MOSTRARAM MUITO PIORES”
“Ô DE AMARELO, TU É A FAVOR DO MOCINHO OU DO BANDIDO? SE DECIDA PÔ!”.




VAI QUEM QUER, MAS QUEM FOR NÃO ESTÁ INDO PORQUE É CONTRA O GOLPE E SIM PORQUE ESTÁ QUERENDO APLICAR OUTRO GOLPE NA NAÇÃO.
Você vai fazer papel de palhaço amanhã nas ruas?
Cair no conto do vigário pela segunda vez é burrice, hemn!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1189421717815745&set=a.341512945939964.78272.100002437843810&type=3&theater

NÓS SABEMOS QUEM SÃO OS GOLPISTAS DE SEMPRE - OUÇA A AULA DO JORNALISTA FERNANDO MORAIS E ENTENDA QUEM SÃO E O QUE FAZEM UMA VIDA TODA ESSES QUE DESGRAÇAM O PAÍS
https://www.facebook.com/causame.especie/videos/578916382316740/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (118)


INSTITUIÇÕES PRECISAM SER RESPEITADAS E REPRESENTANTES DESSAS MESMAS INSTITUIÇÕES PRECISAM TAMBÉM RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO – PELO FIM DE TODOS OS AUTORITARISMOS, INCLUSIVE O DE ALGUNS JUÍZES.
Observo com muita atenção a grita geral de juízes ontem aqui em Bauru e alhures. Adoro participar de manifestações justas contra injustiças, aconteçam onde acontecerem. Se puder e tiver pernas (não as arranquem, por favor), lá estarei e, lado a lado dos que clamam em voz alta. Fizeram um ato de grande pompa, com ampla divulgação pela mídia. Deu no rádio, vi na TV e o jornal estampou na primeira página. De uma coisa eles todos e qualquer outro segmento precisam entender de uma vez por todas: Basta de privilégios, onde eles existirem.

Se um político ou funcionário público erram, que sejam julgados e punidos e se algum juiz passar dos limites, idem. Enfim, eles fazem parte do mesmo balaio de gatos brasileiros. Ou vivem num mundo a parte e não sabemos? O privilégio maior, além de buscarem se isentarem dos erros é já possuírem salários acima do que reza nossa Carta Magna. Não existem os mais perfeitos, muito puros, nem os beatificados, santificados da República. Se existe algo assim, uma aberração. Quando renunciarem aos privilégios já concedidos de forma irregular, uma boa pedida para cobrar do resto do país o respeito pelas leis e tudo o mais.

Claro que os juízes devem reclamar do que ocorreu essa semana lá em Brasília, quando matreiros políticos deram aquele famoso “jeitinho” para diminuir a chance deles serem enquadrados e caírem nas garras da lei. Achei lindo a declaração de um deles, corroborada por tantos outros, de que com Dilma ou Lula, não havia essa intenção e com Temer não existe só a intenção, como a estão concretizando. Daí subtende-se que: o (des)Governo atual é muito pior que o os anteriores. Os juízes, a imensa maioria apoiou a derrubada de Dilma, mesmo cientes de que todo o processo era viciado, ilegal e insano, mas agora, passados poucos meses dos golpistas no poder, fichas caindo, estão botando as mãos todas na consciência e querendo colocar as manguinhas de fora. "Vai piorar", ouço eles dizendo. Sim, como se eles não soubessem.

Nada contra, pois entrar em “erradas” faz parte da vida, o que não pode e não deve ocorrer é eles insistirem em enxergar esse erro e, por exemplo, continuarem apoiando o que o juiz de primeira instância, Sergio Moro fez na Lava Jato, naquele foro privilegiado de Curitiba, passando por cima da lei vigente em diversas oportunidades e privilegiando com a isenção de cana para um grupo e isentando outro. Justo isso? Se existe a intenção do Judiciário em manter a isenção e tentar livrar a decência do Judiciário, nada melhor do que restabelecer a dignidade em tudo. A credibilidade deles todos está também em jogo e eles sabem muito bem disso. Se mostram contra a politicagem de Brasília podando-lhes os dedos, mas por outro lado, fazem vista grossa para o que Gilmar Mendes e o STF, além de Moro andam fazendo? Ouço dizer que a dissidência entre eles cresce a olhos vistos. Muito bom que isso ocorra.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (33)


A FALA DO RADIALISTA DA AURI VERDE, OS COLOMBIANOS, A CHAPECOENSE E A SOLIDARIEDADE ENTRE LATINOS
O ocorrido com o time inteiro da Chapecoense é mesmo de doer, chorar, lamentar muito e também repudiar, pois teve muito de irresponsabilidade. A causa principal foi falta de combustível e uma empresa andando no fio da navalha. Um dia o fio arrebentou, poderia ter sido com a seleção da Argentina, com o próprio time colombiano que também já viajou com eles ou com qualquer outro, pois eram especialistas em transportar equipes de futebol em voos fretados. Foi com a Chape. Muito já foi dito e lido. Acrescentaria pouco, mesmo em forma de crônica, como li algumas, belíssimas, dolorosas, sentidas. Prefiro ir por outra vertente. Conto abaixo.

Diante de tudo, abro as redes sociais em busca de um algo mais e lá na página do Sensacionalista, algo para se pensar: “Deus adia o apocalipse em um século após ver homenagem de colombianos ao Chapecoense” -http://www.sensacionalista.com.br/…/deus-adia-o-apocalipse…/. Pode parecer brincadeira, mas é a mais pura verdade, estamos todos também derretidos pela sensibilidade colombiana. Nas entrelinhas do que está no título, presenciei algo ontem. Estava no carro final de tarde e sintonizei a indefectível rádio bauruense, a Auri Verde (toc toc toc), onde confabulavam Alexandre Pittoli, o diretor da emissora e hoje seu mais importante comunicador, Rafael Antonio. Pittoli num certo momento fala algo, que não discordo, pois sei ser o conhecimento que a maioria da população brasileira possui dos países latinos. Disse mais ou menos isso: “Sabe aquilo do europeu dizer que a capital do Brasil é Buenos Aires, que convivemos com macacos e cobras circulando livremente em nossas ruas, pois bem esse desconhecimento lá deles é o mesmo que sinto hoje. Confesso, sabia muito pouco da Colômbia além de que lá é a terra das FARCs, do narcotráfico e do Pablo Escobar. Hoje conheci algo mais e me espantei, vi pela TV algo encantador, uma cidade muito bela, tudo no lugar e mais que isso, com o que fizeram ontem a noite lá no estádio onde ocorreria a partida, uma solidariedade que não vejo igual faz muito tempo”.

Tenho desavenças pessoais com o Pittoli, pois o vejo defensor do golpe, golpistas e um anti-esquerdista inveterado, inclusive abrindo espaço na rádio para somente uma linha de pensamento expor suas ideias, principalmente no quesito colunistas fixos. Isso é uma coisa, outra foi seu comentário ontem. Veio tabém com uma pitada de conservadorismo, pois nele embutido algo de que o Brasil está anos luz à frente de todos os demais países latinos, mas foi sincera. Pelo visto, a ficha deu uma caída ontem e deve ter sido ótimo. O fato é que o que os colombianos fizeram lá, com aquele gesto de lotarem o estádio, demonstrando de forma sincera, sofrida, o quanto estavam também combalidos, como todos os brasileiros foi um gesto bem latino. Um gesto latino e até então pouco entendido pelos brasileiros, principalmente os que nos enxergam como os primos ricos do continente. Talvez com isso ele entenda dos motivos de Lula e Dilma terem tratado de igual para igual o Evo Morales lá na questão do gás boliviano, quando ouvi pelas ondas da mesma rádio, que devíamos ter sido duros, implacáveis. Enfim, somos irmãos ou não?

Finalizo com algo sobre essa necessidade de uma melhor compreensão entre nós, seres humanos e vivendo no mesmo continente. O ocorrido com a Chapecoense nos traz de volta para a realidade brasileira. Na noite em que o país estava estarrecido com o ocorrido e as TVs despejavam em nossas casas imagens da tragédia (espero que não intencionais e aliadas aos malfeitores da nação), em Brasília, uma cambada de políticos decretava o endurecimento da vida para toda sua classe trabalhadora. Corda no pescoço pelos próximos vinte anos. Foram cruéis até a medula, insensíveis e insanos. Nada de novo, mas escolheram um dia onde poucos estavam atentos às suas ações. Bateram também desbragadamente no povo diante do Palácio do Planalto, como nunca foi visto nos últimos treze anos. E daí, me volto para o povo de Chapecó e o lá da Colômbia. A fraternidade está hoje mais presente nas ações dos povos latinos, com o Brasil ainda de fora, esse mais duro, querendo mais se parecer com o norte-americano do que com o seu vizinho parede meia. Até quando? Se Pittoli percebeu algo a ponto de tecer os comentários ouvidos, outros tantos devem ter se tocado. Pois que, esse toque sirva para transformar nossas relações para com todos à nossa volta, primeiro com os de classe inferiores à nossa e depois para com todos, indistintamente. A fala dele poderia ser um marco, até para ele mesmo se redirecionar e tantos outros, enfim, todos nós, brasileiros enfurnados nesse ódio que nos divide e nos afunda num atoleiro sem eira e nem beira. Será que esse episódio tão triste, não poderia servir desse algo novo tão necessário para fazer desse país algo bem mais palatável? Torço para que sim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

BAURU POR AÍ (133)


O PROJETO PARA COLOCAR FIM NAS TAIS FESTAS CLANDESTINAS (E TAMBÉM POPULARES) EM BAURU
Estive ontem na Câmara observando e querendo entender melhor do motivador dos que apresentaram o projeto de lei instituindo a proibição de festas em residências, repúblicas e lugares públicos, mas conduzidas por particulares. Entendo essa proibição como algo dos mais perigosos, bem dentro da atual conjuntura, onde tudo fazem para cercear mais e mais os direitos de muitos em detrimento de uns poucos.
Sentado ao meu lado um advogado e pelo que fiquei sabendo, ele foi o autor do texto quer os dois vereadores estavam defendendo da Tribuna da Câmara (mais o que faltou a sessão, que dizem ser o mentor de criação do tal projeto). Ouvi as justificativas apresentadas pelo vereador Paulo Eduardo (que um dia se disse socialista) e achei um tanto forçado ele fazer um relato que foi buscar ajuda junto aos Consegs, a Polícia Militar, órgãos públicos, como Ministério Público e mesmo a Prefeitura Municipal (faltou só dizer que procurou também as tais Forças Vivas). Falou com todos, ouviu suas justificativas e depois, na tribuna disse defender o interesse dos estudantes, mas ali a grande desconexão: não ouviu os estudantes, nem os trabalhadores que fazem festas em suas casas, vilas diversas.

Para a Polícia Militar, entendo assim, muito simples trabalhar com tudo controlado e submetido à sua prévia autorização. Eliminam uma boa parte do seu trabalho, pelo qual são regiamente pagos para executar. Ciente de onde acontecem festas, existiria a possibilidade das autorizadas serem somente aquelas consideradas com menos tipo de problemas. Ou seja, atuariam somente no “mamão no mel”. Mais que isso, teriam pleno controle da cidade e mapeamento completo de tudo o que ocorre de festas nos mais variados locais da cidade, desde um mero pagode que alguém faça e convide um grupo musical, até as tais festas de repúblicas, algo ocorrendo na cidade desde que me conheço por gente. Estamos em pleno século XXI e deveríamos avançar em algo novo, pleno atendimento das reivindicações populares, avanços e o que vemos são recuos. Os bancos fecham suas agências para atendimento fora do expediente às 18h e antes cerravam suas portas às 22h. Pelo que estou entendendo, ao invés de novas conquistas, estamos a perder as que duramente conquistamos.

Proibir o estudante de fazer festas nesse rico período de suas vidas é algo vindo contrário à própria concepção humana. Agrupamento de jovens são alegres, desprendidos e sempre agiram dessa forma. Não se reservam a consumir somente em lugares autorizados, como as tais boates e casas noturnas. Nem todos possuem condições para fazê-lo dessa forma e reunir pessoas em casa é algo que vejo acontecer desde que o homem é homem. Que me diriam os tais legisladores dos antigos saraus? Estariam também impedidos? Quem como eu já passou dos 50 anos, tem grata lembrança das brincadeiras dançantes, todas realizadas nas áreas das residências lá pelos idos dos 70. Pelo visto, algo dessa natureza estaria devidamente proibido.

Ao meu lado lá na Câmara vejo uma pessoa confabular com o advogado criador do draconiano texto e lhe faz per4guntas, todas com a resposta na ponta da língua: “E quando ao lado de residência com idosos, esses barulhos não podem passar de certo horário? Residência foi feita para simples moradia, nada mais, querer transformá-las em lugares de festa é pernicioso para a cidade. Isso tudo são antros de barulho, confusão e até mesmo de drogas”. Todos os argumentos não justificam a criação da lei proibitiva e colocando fim em todo tipo de festa. Já existe uma lei com as limitações de horários. Basta, na base do consenso, estudando caso por caso, resolver problema por problema. Já querer resolver tudo, juntando as boas festas e as onde os decibéis passam dos limites é algo pernicioso e perigoso. Hoje se abre um precedente aqui, amanhã outro ali e quando ao tentar corrigir algo, a percepção ode que tudo está dominado, mãos totalmente atados e todos vivendo como manada, conduzidos ao bel prazer por leis que não levam em conta princípios básicos comunitários de convivência.

Falta bom senso, essa a minha percepção. Tudo foi feito de cima para baixo e para beneficiar uns poucos, os donos de casa noturna e a ação policial, mais facilitada com a aprovação. Por sorte nessa legislatura ainda temos um vereador com os olhos voltados para os interesses mais comuns, os ditos populares, periféricos, dos trabalhadores, estudantes e afins. Por ação dele, foi conseguido o adiamento na votação e o melhor de tudo, o convite para os maiores interessados, estudantes e festeiros de uma forma geral, participarem do processo. Ficou mais palatável, sensato, justo e honesto.

OBS.: Todas as fotos são de autoria da assessoria parlamentar do vereador Roque Ferreira PSOL.

ALFINETADA (152)

MEUS TEXTOS N'O ALFINETE DE PIRAJUÍ, COMEÇO DE 2005

terça-feira, 29 de novembro de 2016

ALGO DA INTERNET (122)


ONDE SE UNEM FIDEL CASTRO, MESTRE CIBORG E UM COMUNISTA BAURUENSE

Recebi via e-mail um lindo e sentido texto de despedida ao grande líder Fidel Castro. Eis na íntegra:

“UMA PARTE DE MIM SE FOI
Sempre me causa uma enorme tristeza quando um ídolo meu, um herói, alguém a me inspirar por toda uma vida despede-se do mundo para eternizar-se na história.
Mas hoje, com a morte do Comandante Fidel Castro, uma parte de mim se foi também, porque é algo além da tristeza, sempre dizia que durante a minha vida, a sensação de perder uma parte do meu ser, de morrer por um instante, seria o de perder duas pessoas, uma meu Mestre Ciborg e a outra o Comandante Fidel Castro.
Queria escrever um mundo de palavras sobre ele neste momento, mas não consigo, lágrimas estão caindo como nunca mais achei que cairiam nessa vida após tantas turbulências que nos calejam de muitas coisas.
Viver é para morrer com honra, sem conceder em nada de nosso ideal, assim são os raros heróis, assim foi Comandante Fidel Castro.
Viva para sempre nos ideais Comandante!!!
Camarada Insurgente Marcos Paulo, Comunista em Ação”
, 27/novembro/2016.

Vou ao banco hoje junto do irmão Edson Aquino e quem trombo na saída da agência do Banco do Brasil na praça Rui Barbosa? Exatamente com CIBORG. Ele vem com suas novidades. Arrendou sua famosa e antológica Escola de Corpos Sadios (como a denomino, ninguém marombado), ali na rua Primeiro de Agosto, entre a Araújo e a Antonio Alves, no sobrado mais edificante do centro do cidade. Por décadas ele ali ensinou para gerações de dedicados alunos, a maioria saindo de lá após um período de rígido e intensivo acompanhamento com o mesmo carinho para com sua pessoa. Ele transmite amor, confiança, seriedade e dignidade. Ou seja, um professor na acepção da palavra. Dessas que não mente, não te engana, não te engambela. Se precisar dizer algo, diz e te encaminha, te conduz, te acompanha. Este um dos tantos motivos do amigo Marcos Paulo ter ele como seu melhor mestre. Pois bem, Ciborg repassou o ponto, arrendou para a também atleta e ex-secretária de Esportes de Bauru, a Polyanna e seu marido. Não deixou de praticar exercícios, caminhadas diárias e de viver da forma ais adequada possível. Um desses personagens irresistíveis de Bauru.

Paramos no Café Barres, tomamos nosso café e por lá nos juntamos ao Adilson Talon, que por instantes parou seus afazeres e foi ter com o intenso grupo. Quando já na calçada, aparece Jorge Santos, policial hoje na reserva e com uma novidade alvissareira, envergando uma camisa da polícia suíça: “Estou escrevendo como você dos personagens Lado B, os meus ligados à polícia, muitos deles esquecidos e com suas histórias praticamente na memória de cada um. Ou as reúno ou serão esquecidas. Junto também peças, com doações vindas de todos os lados e penso em criar um espaço onde possa expor tudo. A ITE está em conversação comigo e penso em outros espaços públicos”. A ideia do Lado B de Bauru segue por caminhos diversos e variados, agora um só com personagens da polícia bauruense. Tentei falei para o Jorge, disso de caminharmos por caminhos divergentes, mas nem por isso, devemos deixar de parar, conversar e com o devido respeito. Lembrei também dos acervos de Jaime Prado, de Gabriel Ruiz Pelegrina, de Vivaldo Pitta (in memoriam), de Luciano Dias Pires e tantos outros memorialistas espalhados por todos os cantos dessa cidade.

Quando só, lhe falei do texto do Marcos. Ciborg, tirou seu óculos escuros, me puxou pra junto de si e me deu um forte abraço. Depois me explicou da emoção que lhe causei. Diz ter um carinho mais do que especial pelo Marcos Paulo, um que esteve junto dele, praticamente sendo cria de sua academia. Por ter conquistado a absoluta confiança de alguém como o Marcos, um convicto comunista, mesmo nunca tendo lhe escondido o fato de ser um policial militar da reserva e também católico praticante. O fato dessa hoje quase não tolerada junção o deixa orgulhoso, pois me diz: ”Todos somos seres humanos, devemos conversar muito, dialogar, passar ensinamentos. Marcos e todos que foram meus alunos sabem da seriedade com que trabalho, com que passo tudo o que sei. Parei porque tinha que parar, descansar, mas quem me conhece sabe continuar envolvido com muitas ações sociais, dessas que não preciso dizer quais são, pois as faço sem buscar reconhecimento por isso. Faço porque acho que isso me faz um bem danado. Isso do Marcos me reconhecer dessa forma é para mim mais importante do que qualquer diploma e láureas. Ganhei o dia e é o que conta”.

Despedimos-nos todos na calçada no Empório Barres, cada um seguindo por (des)caminhos diferentes. As histórias contadas e ouvidas por cada um dos ali presentes são dessas de calar fundo, servindo para tudo o mais daqui por diante. Servem magistralmente para o bom entendimento entre os diferentes, os que mesmo em campos opostos precisam, devem, necessitam se compreender. Perder isso é de uma brutal falta de inteligência. Fico feliz como pinto no lixo por ver que meus dois diletos amigos, Marcão e Ciborg entendem e praticam isso, mas só com os ainda dialogando dentro de palatáveis possibilidades.

OBS.: Esse texto servindo para algum tipo de aproximação entre os hoje divergentes, já terei objetivo mais que cumprido. Se isso não ocorrer, mas for ao menos lido e sacarem da existência de gente com essa disponibilidade, também estarei satisfeito.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

COMENDO PELAS BEIRADAS (29)


OS CONCURSOS NÃO ADMITEM MAIS NINGUÉM NO BRASIL – MEU FILHO ME REVELA ALGO MAIS DESSES SOMBRIOS TEMPOS
Amanheço ontem na estrada. Às 6h30 já estávamos na rodovia Bauru/Marília, eu e filho, o levando para prestar Concurso junto ao CREMESP. Seu segundo concurso em vida, estudou muito e está na ponta dos cascos. Fomos conversando sobre as dificuldades do Português (não do nosso descobridor, mas de nossa língua). Ele me mostra um roteiro com as maiores dificuldades que temos e já quero tirar uma cópia e ter esse rico manual para meu uso. Muita coisa não me entra mais na cabeça e quando demonstro preocupação com o uso indevido de algo, ele me acalma: “Pai, o principal hoje é se fazer entender, não ligue para escrever sempre certo. Nem Drummond, nem nenhum outro segue rigorosamente isso. Continue escrevendo do jeito que sempre fez e nada mudará.”. Já nem sei se vou mais tirar cópia do tal manual, pois com tanta coisa para me preocupar, imagina ter que ainda seguir regrinhas para escrevinhamentos. No meu caso não daria muito certo.

Viajar com o filho é desbravador por causa disso. Ele hoje lê muito mais que eu. Enxergo-me nele, pois devorava tudo com sua idade e tínhamos bons jornais, além d’O Pasquim e sem internet, facebook, livros eram ais saborosos. Ele encontra meio de sair das redes sociais e ler e isso me encanta. Falamos disso tudo. No meio de tantas conversas lhe faço a pergunta que não quer calar: “Filho, enfim, quantas vagas tem esse concurso que vai fazer?”. Ele me olha como se fosse o cara mais ignorante desse mundo (acho que o sou mesmo) e revela algo que não sabia até então: “Pai, nenhum concurso hoje em dia tem mais vaga alguma, nós continuamos prestando, sonhando com passar e um dia assumir, mas todos hoje são meramente listas de espera. Nenhuma empresa pública ou similar está contratando, mesmo tendo necessidade. Elas estão na defensiva, os concursos continuam e quem passa fica esperando um dia eles acharem uma brecha, aguardam instruções superiores dos tais que hoje nos governam.”.

Chegamos a Marília, imenso campus da UNIMAR e lá outra constatação. Aquela universidade hoje já não possui a mesma quantidade de alunos de antanho. Muitos prédios estão desocupados e juntam teias de aranha. Num deles, a saída foi alugar para a Paschoalotto, a mesma que atuam em Bauru e lá dois mil cobradores atuam junto aos estudantes. Olho para os lados e muita gente no tal concurso. Quanta esperança de conseguirem um emprego.
Fico a observar a carinha de alguns deles, vejo esperança ali contida e para não passar mal, desvio o olhar e penso em outra coisa. O filho adentra sua sala e desço para rever Marília. Vou conhecer uma linda feira dominical ali na principal avenida da cidade, a Sampaio Vidal, onde de um lado da linha de trem que corta o centro da cidade, uma longa feira, como todas as que conhecemos e do outro, uma famosa por lá, a FERRO VELHO, mais organizada do que a nossa do Rolo (lá tem até sanitários disponíveis para a população).

Lá pelas 12h30 volto para UNIMAR, voltamos para Bauru e ele todo contente, pois diz ter ido muito bem. E daí voltamos pensando exatamente nisso. “Pai, aqui em Marília todos os inscritos de uma grande região, muitos de Bauru e pelo que comentávamos entre nós, para cada unidade da CREMESP, de nada adiantará passar abaixo do 4º ou no máximo 5º lugar. Mesmo esses, pouquíssimas possibilidades, os demais todos, praticamente sem nenhuma chance”, me diz. Chegamos a Bauru e vamos almoçar, quase 14h. Começo a pensar enquanto mastigo e tento digerir o que coloco no prato: “O que posso fazer por ele para o próximo ano?”. No meu caso, contumaz criador de caso, tive que inventar meus empregos, no dele, nem sei por onde começar. 2017 bate à nossa porta e isso me apoquenta. Será que a saída será mesmo o aeroporto? Veremos.
Desabafos do HPA

FEIRA FERRO VELHO - MARÍLIA SP
Centro de Marília SP, prolongamento da avenida Sampaio Vidal e de um lado uma feira normal, como temos em todas as cidades e do outro, uma nos moldes da nossa Feira do Rolo. Lá com outro nome, FERRO VELHO e ocorrendo na horizontal, ladeando a linda do trem e até com sanitários instalados pela Prefeitura para não deixar o povo em maus lençóis. Achei a feira deles maior e mais organizada que a nossa. Cada uma com sua especifidade e pelo que vi lá, acredito dê para incrementar um pouco mais a de Bauru. Do alto de uma passarela (propícia para fotos) tiro muitas fotos em posição privilegiada. É o que sei fazer em cidades por ode aporto, ir conhecendo algo mais do que rola pelas suas entranhas.

HOMENAGEM MAIS DO QUE JUSTA, 500 ANOS DE PURA ESBÓRNIA...
Foi agorinha de pouco. Estava lá para ver a votação (sobrestada por 4 sessões) ocorrida na Câmara dos Vereadores de Bauru dos que querem acabar com festas em repúblicas, residencias, redutos populares e afins, só ocorrendo na cidade em lugares previamente autorizados, ou seja, festa no mafuá nunca mais se aprovarem a lei. Bem, isso era uma coisa, mas vejo acontecendo lá algo e me coloco na fila do gargarejo para os devidos e efusivos aplausos: uma moção de aplauso para o Armazém Bar pelos seus 500 ANOS de funcionamento na cidade de Bauru. Claro que bati muita palma, gritei o nome dos dois e fiz questão de pedir uma foto junto deles no final do evento. Esses dois, o Paulo Armazen Penatti e a Valéria De Carvalho Costa, mais os filhos ali presentes são merecedores de todos nossos aplausos. Hilário, na apresentação feita pelo Nivaldo José, ele se enrolar na leitura de um dos nomes de banda famosa que já se apresentou por lá. Das duas uma, ou ele lendo o que estava escrito e não acreditando, fez questão de ler outra coisa ou ele não conhece mesmo os roqueiros do VELHAS VIRGENS. Fez parte da festa. Ao Paulo e a Valéria aquele abraço mais do que arroxado, sentido e com todo amor e carinho. Vocês são a casa mais mais mais de Bauru. Por sorte estava lá e pude bater palmas para vocês.