quarta-feira, 18 de outubro de 2017

FRASES (161)


FRASE DO DIA E O ENTENDIMENTO DA DESGRACEIRA NACIONAL*

* Escrito de uma só golfada, logo após o Senado federal livrar a cara de Aécio Neves, um dos piores políticos brasileiros e inocentado, novo santo do pau oco nacional.
Hoje não tem como deixar de falar da perdição onde o Brasil está metido. Encalacrado até o pescoço, ou melhor, até o talo. Sabe aquele cara tentando se manter em pé diante de um fundo rio, na pontinha dos pés e só com o nariz e olhos de fora? Estamos assim. Por um fio podemos afundar e babau, acabou. Nesse um ano e quase meio de golpistas no poder, o retrocesso, tenham a mais absoluta certeza, foi o maior em toda nossa história. Sempre reclamei demais do período militar, mas o produzido pelo golpe jurídico midiático de 2016 já é imensamente maior que tudo, danos quase irreparáveis. Ontem a gota d’água, o que faltava para lacrar o caixão. De um baita amigo, jornalista como poucos, atuando dentro da verdade dos fatos, sincero até a medula no que faz, Aurélio Fernandes Alonso, cidadão santa-cruzense e nas hostes do Jornal da Cidade – Bauru, um curta frase a resumir tudo o que estamos vivenciando: “O Brasil acabou”. Dou-lhe toda razão deste mundo. Com esses todos no poder hoje, sem nenhuma esperança. É o fim.

E o que fazer diante da decretação do fim? Quando no fundo do poço, o que fazer? De uns tempos para cá, mais ou menos desde que começaram os insistentes ataques contra Dilma Rousseff e a insipiente democracia, com a desculpa de que estavam fazendo algo pelo fim da corrupção, muitos tentam se fingir de morto. Odeio os que se fingem de morto. O que seria isso? Mostram-se indiferentes diante de tudo o que acontece. Alguns o fazem por sobrevivência, necessidade, pois ao dizer algo, pagam com o emprego e jogam sua fonte de renda na lata do lixo. Respeito esses. Hoje existe uma verdadeira legião de brasileiros se fazendo de indiferentes e isso contribui sobremaneira para prolongar o estado golpista.


A destruição do país é nítida, clara, límpida, transparente e perceptível até pelas pedras do reino mineral. Não adiante virem alguns a dizer já existir sinais de recuperação. De que adiantam esses sinais, quando os beneficiados serão cada vez menos pessoas? Eu quero é cada vez, mais e mais brasileiros usufruam das benesses de uma verdadeira distribuição de renda. Dói-me ver gente como eu, sem eira nem beira e a defender algo deste insano Governo, tudo, para segundo eles, não dar o braço a torcer para um provável retorno do PT ao governo. Bestiais. Reconhecer erros e acertos se faz necessário, mas o óbvio ululante faria um bem danado para nosso futuro. A catástrofe tem volta, mas precisaria de todos irem pras ruas, exigir em alto e bom som algo novo. Eleições já eram, elas estarão viciadas e transformadas em referendar os bestiais no poder. Como é impossível acreditar em qualquer instituição nativa, descrédito quase total, o bom mesmo é chafurdar no estado conspiratório. Nele estarei inserido, de cabo a rabo, do cabelo ao dedão do pé. Não contem comigo para referendar mais nada neste país acabado.

Já que a perdição toma conta do país, estarei me inserindo no contexto. Cansei de tudo. Eu me sinto tão mal hoje que até a inspiração foi pras cucuias.
ESSES OLHINHOS A NOS ESPREITAR É O DO SACANA QUE ONTEM ESCAPOU DE PUNIÇÃO PELO ISENTO SENADO BRASILEIRO
Como li de meu amigoi Aurélio Fernandes Alonso, não existe mais o que fazer: "O Brasil acabou!". E o que fazer de agora em diante, com os anos que nos restam de vida e tudo em frangalhos, com esses sacanas todos no poder e os que os apóiam? Que fazer? A rebeldia pede licença...

terça-feira, 17 de outubro de 2017

MÚSICA (153)


AZULÃO DO MORRO ENCERRA MESMO SUAS ATIVIDADES

No Carnaval deste ano, podem dizer o que quiserem de Mocidade Unida, a campeã e da Cartola, a vice, mas o frisson mesmo foi a terceira colocada, a AZULÃO DO MORRO, lá do Jaraguá, sempre sob a batuta de Cida Caleda, seu marido e de abnegados azulenses. Quando o Carnaval voltou após o triste interregno de dez anos, a escola conseguiu ser campeã e depois, quando os dois grandes se encorparam, só deu eles, mas o pessoal do Jaraguá sempre se mostrou imponente e bravos lutadores. Cida e os seus já fizeram de tudo um pouco, desde uma escolinha/bateria mirim, com o intuito de tirar jovens da rua, até tocar um time de futebol amador, tudo instalado em sua casa e também num barracão, com passagem interior por uma ingreme escada e dando na rua dos fundos. Ali a batucada sempre comeu solta e os trabalhos de Carnaval foram daqueles de endoidecer gente sã. Enfim, muita história para contar. O amor pelo Carnaval vem de longe e quando arrebatou os Caleda, eles se empolgaram e construíram uma bela história. Dona Cida é funcionária pública estadual e seu marido é pedreiro (ou seria construtor?), mas diante dos festejos de Momo se transformam e a coisa vira de uma forma muito doida, só findando após o desfile no Sambódromo. Ano após ano, a mesma história se repete e os cartões de compras dela e de toda a família ficam sobrecarregados e só conseguem mesmo a quitação após o crédito da Prefeitura ocorrer.

Logo após o desfile deste ano, Cida e o marido já anunciavam e poucos acreditaram: “Esse foi nosso último Carnaval. Já demos nossa contribuição. Cansamos, queremos passar a bola adiante, está na hora da gente descansar”. Muitos pensaram ser brincadeira, pois eles já haviam anunciado isso em anos anteriores. O tempo foi passando e eles confirmando o dito lá atrás. Agora, quando a Cultura Municipal encerra as inscrições para a festa do ano que vem, vem a confirmação, a Azulão está de fora. Liguei para Cida e ela me confirmou: “Eu já havia avisado. Adoro demais o Carnaval, mas chegou a hora de parar. Queria ver alguém continuando com o Azulão Do Morro, mas não aqui em casa, num outro lugar. Não quero mais misturar as coisas. Não vai ser fácil ver o Carnaval de longe, mas a decisão já estava tomada desde o final do desfile deste ano”.

A preocupação já percorre a cidade, tanto que outro dia, um jornalista me questiona pelo inbox do facebook: “Bom dia Henrique, tudo bem? Você precisa fazer uma matéria com a CIDINHA DO AZULÃO DO MORRO, ela acabou com a escola de samba e agora tá vendendo tudo, os instrumentos, anos e anos de luta terminar desse jeito? Ela deve ter muitas fotos dos carnavais e do time de futebol do JARAGUÁ. Ela era presidente fundadora vai largar tudo”, escreveu o radialista Antônio Luiz Ferreira Ramos, o Tonhão. Sim, é isso mesmo. Tudo consumado, nem a inscrição foi efetuada. E ela me confirma, que muitos vieram atrás de instrumentos e vende alguns para quitar dívidas ainda do Carnaval deste ano, assim como adereços e as modelagens de fantasias.

Não vai ser fácil dar aquela passada pela casa da Cida, ver a loja na frente e tudo esvaziado lá nos fundos. E o que dizer disso tudo? Eu, nada. Respeito o desejo dela parar e vejo que, já havia divulgado isso publicamente, mas as propostas de transição não vieram a contento e tudo se encerra com a Escola de Samba fechando as portas. Vai ficar esse vácuo na festa de 2018, até porque lançaram também a carnavalesca Cristiane Ludgerio, a grande revelação deste ano. Sai por dois anos seguidos com eles, num ano numa ala junto de Roque Ferreira e neste ano na ala mais animada da festa, a da Véias do Jogo da Velha (a saiona de chita e o lenço azul de véia estavam demais).
Quer dizer que, de agora em diante não mais teremos a Cida como porta bandeira, desfilando garbosamente pela avenida do samba naquele traje azul marinho? O Jaraguá resistiu bravamente mantendo o samba nas ruas do bairro quando o Carnaval esteve interrompido e hoje, além de reverenciar pela disposição de todos os que já desfilaram por lá e também atuaram nos bastidores, confesso estar triste por não mais ver a festa de uma escola declaradamente periférica na avenida. Pelos comentários, outra escola está para não sair. Enquanto as duas grandes se fortalecem, algo precisa ser pensado para dar vida para todas as demais. Enfim, eu adoro é sair pelas pequenas, principalmente as das quebradas do mundaréu.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (104)


TRÊS TEXTOS FACEBOOKIANOS COM ÁCIDOS COMENTÁRIOS – TUDO ISSO BAURU: SERIA MESMO POSSÍVEL?

A - IMPUNIDADE: DESTE O CASO MARA LÚCIA ATÉ OS DIAS ATUAIS
“Uma das impunidades mais vergonhosa de Bauru foi o assassinato da menina Mara Lucia Vieria, 9 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 15 de novembro de 1970 e que demonstrou que a criança foi morta após ser estuprada no banheiro de uma casa desabitada na rua professor José Ranieri, 8-61. O caso teve repercussão nacional, expulsão de um Policial Militar que tentou incriminar um dos principais suspeitos e vinda do famoso repórter policial da época, o Saulo Gomes, para Bauru com a missão de elucidar o caso. Embora ninguém tenho sido preso, a população sabia que o autor ou autores do brutal assassinato era de família de gente importante na cidade e o caso foi vergonhosamente abafado pela Polícia e Autoridades bauruenses.
Estamos recordando este rumoroso caso para lembrarmos que passados 47 anos da impunidade da brutal morte da pequena Mara Lúcia, pouco mudou em Bauru.
Só que atualmente essa Impunidade se materializa em 'SIGILOS', silêncio e cumplicidade. Não precisamos ir longe: aqueles que desviaram milhões do Hospital de Base e por causa disso mataram centenas de pacientes do SUS, tiveram o privilégio de serem condenados em liberdade pela Justiça Federal de Bauru. E agora o Processo caminha para a Prescrição e a Impunidade ao estar engavetado e mofando no Tribunal Regional Federal. E temos também em andamento o 'Escândalo da Seplan' que embora envolva o erário público está sob absoluto sigilo. Talvez pelo fato de terem sido citados empresários, vereadores, cartorários, secretários municipais e funcionários. E poderia citar vários outros casos( um deles foi a inexistente "reforma" da Praça Rui Barbosa ) de que termina em silêncio, cumplicidade e impunidade.

Mas somos incansáveis e continuaremos cobrando e publicando. A verdade e a Justiça um dia terá que prevalecer !”, Pedro Valentim (vejam o link: https://www.facebook.com/pedrovalentim.valentim/posts/1940637822616536?pnref=story).

B - ORGANIZAÇÕES SOCAIS NO SERVIÇO PÚBLICO
“São centenas de exemplos de corrupção, roubo, desvio de remédios, de recursos públicos, caixa 2. No Estado de São Paulo esta praga esta alastrada. É isso que o Prefeito Gazzetta (PSD), Deputado Pedro Tobias (PSDB) e o Líder do prefeito vereador Marcos de Souza (PP) querem implantar em Bauru. Vejam matéria no JC edição de hoje (15/10/2017). https://www.jcnet.com.br/…/gazzetta-garante-regras-rigidas-… Em tempo: Há quantas andam os processos da Operação Odontoma da PF que investigou fraudes na Associação Hospitalar de Bauru? http://g1.globo.com/…/justica-federal-condena-5-pessoas-pel… Quais pessoas e quais grupos políticos tinham influencia na AHB? Sempre é importante ficar atento a história. O preço pago para pela população em razão do desmonte da AHB via corrupção e roubos, foi a precarização no atendimento hospitalar o que concorreu para a morte de muitas pessoas. É um crime esta proposta do prefeito Gazzetta e de todos os seus aliados e partidos que lhe dão sustentação o governo e na Câmara. "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". Karl Marx.”, Roque Ferreira (vejam o link: https://www.facebook.com/roque.ferreira.988/posts/1687729207912504?pnref=story).

C – AMEAÇAS E INTIMIDAÇÕES – SERÁ???
“Era só o que faltava no desgoverno Gazzetta...... Servidores estão sendo ameaçados se utilizar as redes sociais para comentar ou denunciar algo sobre o governo municipal!!!!!!
Estão utilizando a Escola de Governo, criada para capacitar servidores, com tal curso sobre uso das redes sociais, intimidado a encaminhar para corregedoria os que utilizarem para expor suas opiniões.”, João Mello (vejam o link: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1762014894102197&id=100008811103374).

COMENTÁRIO FINAL DESTE HPA – Não existe vergonha maior para Bauru do que essa omissão da Justiça paulista em punir exemplarmente quem lesou a Saúde Municipal e todos os necessitados pacientes, no dito escândalo da AHB. Dentre esses, muitos figurões importantes desta aldeia e um capo, o chefe de tudo, ainda com identificação um tanto indefinida. Quem seria e por que não se punem esses? Teriam poderes ilimitados, tipo as do Aécio Neves? No caso dos funcionários da Seplan, algo mais que suspeito. A cidade nem sabe direito o que se sucedeu, muito menos os nomes dos envolvidos. Por que esse sigilo de Justiça? Que interesses estariam por detrás dessa demora e não divulgação de nomes? Algo de muito insano nessa proposta da Prefeitura Municipal de Bauru, encabeçada pelo atual prefeito, Clodoaldo Gazzetta de contratar funcionários de forma precarizada, ao referendar o baú de maldades preconizado pelos golpistas no poder. Cobre um santo, descobrindo outro. Gazzetta não está à frente de um governo popular, mas ao se antecipar e implementar já, algo aprovado por esse insano Congresso Nacional (um dos piores de nossa história), joga na lata do lixo toda possibilidade de respeito ao servidor municipal. Se as novas leis nem bem estão implantadas e ele já age assim, acatando-as cegamente, imaginemos o que vem pela frente. E por último, algo que ainda não entendi e precisaria de mais detalhes para construir uma reação à altura. Que negócio é esse de retaliação, pressão, política do medo para comentários de funcionários pelas redes sociais sobre variadas questões? Macartismo Gazzetiano. Não quero crer seja verdade. Alguém poderia e deveria explicar isso tudo pelo bem da civilidade nesta aldeia bauruense, ainda com algum crédito na algibeira. Ou já caímos no descrédito geral?

domingo, 15 de outubro de 2017

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (104)


PROFESSOR SUBSTITUTO NA UNESP – EIS A REALIDADE DOS FATOS, VIVA O DIA DOS PROFESSORES, 15/10*
*O diálogo aqui registrado é ficcional, porém real. Foi feito de uma forma a não possibilitar a identificação do personagem, mas ele existe, é de carne e osso, assim como a crueldade do sistema é a em voga nos tempos atuais, insana e impiedosa com tudo, todas e todos. Fazendo uma reflexão sobre tudo isto, olhamos para as tais "comemorações" do Dia do Professor com as esperanças de dias melhores na sarjeta:

- Então você passou no concurso e veio morar aqui no interior? Mas me diga, como foi essa experiência, ser professor da UNESP?

- Sim, vim morar no interior, me interessei pelo concurso de Professor Substituto, prestei e passei e cá estou. Queria muito prestar um concurso para professor fixo, mas eles hoje não mais existem, foram praticamente abolidos pelo atual governador, o Geraldo Alckmin.

- Então você não tem mais garantia nenhuma. Dá aula por um período e depois é descartado assim do nada. Acabou o contrato, tchau?

- Sim, isso mesmo. Não existe mais em nenhum campus da Unesp a figura do professor concursado. Todas as vagas estão sendo preenchidas por substitutos. A média salarial é mais da metade do concursado e não existe vínculo empregatício. Fui contratado por R$ 2.500 reais mês, tenho as mesmas obrigações de um concursado, porém ganho muito menos. Tive que aceitar, pois ganhava pouco mais em São Paulo, fazia outros bicos, mas meus gastos eram grandes, aqui bem menos.

- E como foi essa mudança para o interior?
- Foi. Vim, a grana acabou rapidamente e se não tivesse sido acolhido pelos alunos, não teria condições de sobreviver. Fui abrigado numa república, quando esses vendo minha situação me recolheram e ali fiquei até ver se conseguia me estabilizar. Fui sem nenhum problema, mas o pessoal ligado à Secretaria Estadual de Educação não estão nem aí para isso. Fingem que não é com eles. Passado algum tempo, consegui fazer diferente. Hoje, continuo morando numa república de estudantes, com quatro pessoas, duas mulheres e dois homens, um deles eu. Já consigo dividir as despesas e pagar pela estadia e não me sobra nada além disso, quer dizer, sobrevivo.

- E mesmo assim gasta menos que em São Paulo?

- Tenho que te confessar que, se ainda em São Paulo, não conseguiria fazer a ginástica feita aqui. Parte considerável iria para locomoção, além do tempo dispendido. Aqui, a grande vantagem é que tudo acaba sendo muito perto. Mesmo nas distâncias médias, acabo indo a pé, o bar é perto, a faculdade é perto e o centro comercial idem. Como gasto bem menos que lá, posso dizer, apesar da precariedade que, estou em melhor situação que meus colegas paulistanos.

- E tudo isso graças ao apoio dos estudantes?

- Sim, eles foram primordiais para que conseguisse estar no lugar onde me encontro. Não sei mais quanto tempo conseguirei ficar por aqui. Criei um vínculo interessante com ao alunos, mas isso pode ser rompido ao final do contrato e eu não passar na próxima chamada de temporário. Tenho feito um trabalho intenso com grupos de estudantes, algo que teria vida longa, mas não sei até onde irá. Não consigo fazer meia boca, dou o melhor de mim, mas quem nos contrata não tem a menor sensibilidade para com essa situação.

- Tudo se precarizou, não é?

- Chegamos num situação mais do que de pré-falência, pois enxergo a Educação paulista e brasileira numa rota sem volta, cada vez se afundando mais. Eu, com que ganho não consigo recolher para a Previdência, pois mal dá para minhas despesas. Já vivo com um déficit mensal, que só se acumula. No campus onde atuo a verba para gastos mensais necessários já terminou meses atrás e falta até papel higiênico nos banheiros. Os professores ainda concursados estão em vias de extinção, pois a cada vaga perdida, por aposentadoria ou qualquer outro motivo é preenchida pelo substituto e esse não mais possuí nenhum vínculo empregatício de fato com a universidade. Por mais que a gente se esforce, por mais que insista em me preparar e trazer para a classe de aula algo bem fundamentado, impossível a situação vivida por todos não influenciar na qualidade do ensino.

- E por que continua?

- Você ainda não sacou que é somente isso que nos resta nos tempos atuais. Esses que aí estão no poder possuem essa mentalidade e a aplicam em tudo. Estado Mínimo é isso, minguar as condições e favorecer a chegada do pior. Que outras opções tenho? É pegar ou largar e daí ser mais uma estatística no índice dos desempregados. Se não faço um concurso como esse, para cargo temporário, salário reduzido, garantias trabalhistas quase suprimidas, não teria nem mais condições de dar aulas. Diante de tudo o que vejo acontecendo por aí, isso de conseguir uma vaga numa república estudantil, gente que entendeu meu problema e me acolheu, creio me encontrar em situação privilegiada diante de tantas histórias que ouço de colegas padecendo muito mais. Com gente como Alckmin e Temer no poder, a tendência é piorar e piorar, talvez daqui alguns anos nem isso que me é oferecido o será mais.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MEMÓRIA ORAL (217)


“MODA É CONTAR HISTÓRIA, A SUA HISTÓRIA” - O DESFILE INCLUSIVO DE JOÃO PIMENTA EM BAURU E A IDEIA DE ALGO JUNTO COM OS ASSENTADOS SOCIAIS

Vamos por partes. Primeiro a realização de um Colóquio de Moda, desta vez em Bauru, em sua 13ª edição. Sob a direção da professora da área de Design de Moda, Monica Moura, após árdua batalha, eis o mesmo adentrando o campus da Unesp Bauru e de 12 a 15 de outubro, algo mais a ocorrer nas hostes desta cidade, dentro de um prolongado feriado. O calor resolveu dar as caras de vez justamente por esses dias e a única reclamação ouvida dentre os congressistas é sobre o implacável abafado da cidade. “Mas até ontem tínhamos chuva, semana passada até blusa usamos”, foi uma das justificativas ditas pelos locais.

O palco principal do evento é o Guilhermão, como é chamado o confortável Centro de Convenções da Unesp, um local amplo, arejado e por ter aberturas laterais imensas, por ali adentra um vento reconfortante. Dentre todas as atividades programadas para ocorrer, uma chamou a atenção. Semana passada ocorre uma convocatória para reunir interessados em participar de um desfile de moda inclusiva, com peças do estilista João Pimenta. No texto isso: “Nos dias 12/10 o Colóquio de Moda contará com um Desfile Inclusivo (sem distinção de altura, peso, idade, raça, gênero social e outros) de um dos maiores designers de moda contemporâneo brasileiro da última geração, João Pimenta. Serão escolhidos 40 pessoas entre cidadãos bauruenses e alunos da Unesp-FAAC para realização do desfile”.

Segundo, para quem nunca ouviu falar, não é do ramo da moda, nada melhor do que algo sobre tão reverenciada pessoa. “João Pimenta começou a sua história no mundo da moda brasileira assim que saiu de Minas Gerais e chegou em São Paulo, no ano de 1987. Hoje, ele é um dos principais nomes da moda masculina e sustentável. João Pimenta deixou de lado o trabalho de lavrador no interior e se transformou em um dos maiores estilistas brasileiros. Isso tudo sem abrir mão do seu passado, que é uma característica principal em todas as suas coleções. Ele mudou para São Paulo na tentativa de se tornar ator, mas precisou se entregar para os tecidos em uma confecção no bairro do Bom Retiro, pois precisava se sustentar. Foi assim que percebeu seu talento para a costura, corte e modelagem. O passado de João, que gira em torno dos temas religiosos, folclóricos, artesanais e culturais dos povos brasileiros, fez com que o artista utilizasse materiais irreverentes em suas criações.”, informações do Passarela Blog, agosto 2017.

Pois bem, João aceitou o convite de trazer parte do seu trabalho para Bauru e quando soube que os inscritos eram 59, não pensou duas vezes e disse que traria roupas para todos desfilarem. Chegou o dia da apresentação, ele já na cidade um dia antes, com uma van lotada de suas roupas. Foi vendo a foto dos inscritos e fazendo adaptações para encaixe no perfil de cada um. Quando conheceu a gare da Estação da NOB de Bauru, foi motivado por outra paixão, acabou arrebatado pelo transmitido pela edificação. Ao lado de Sivaldo Camargo, diretor da Cia Estável de Dança que o ciceroneou pela cidade e logo se tornaram amigos, conheceu um pouco da realidade onde atuaria. “Ele me deixou muito a vontade, adorou a estação e a proposta de desfile ampliado, coletivo. Nos demos tão bem que, acabou me convidando para ser o produtor do desfile. Aceitei e o ajudei em todos os detalhes. Ele quer saber de detalhes da cidade antes da tomada de qualquer decisão.”, conta Sivaldo.

Chega o grande dia e as pessoas começam a aparecer, o público enche o local, muito antes dos convidados do Colóquio e quando esses chegam, tiveram que se acomodar não nas primeiras fileiras, já praticamente tomada pelos familiares dos que iriam desfilar. No camarim, a loucura estava estabelecida. Surgiram pessoas dispostas a ajudar na maquiagem, na organização e em ir compondo a ordem dos desfiles, a arrumação de todos. No local, abafado pelo intenso calor, a apreensão pelo primeiro desfile da imensa maioria era sentida na forma como todos aguardavam o abrir das portas. Já haviam feito um ensaio prévio, estavam todos preparados e dispostos a sair sob os holofotes. João os acalmava com sua fleuma e simpatia. Isso talvez tenha sido um dos principais fatores do sucesso de tudo, o jeito como tratou a todos, a simplicidade na comunicação e no relacionamento humano.

Chegou o grande momento e um por um ia saindo do improvisado camarim e percorrendo uma passarela montada diante dos trilhos, na antiga plataforma, tendo ao lado composições férreas e do outro, o calor humano do público. O desfile encerrou as atividades culturais na estação, iniciadas com a apresentação da Orquestra Municipal e dos bailarinos da Cia Estável de Dança, essa também sob a batuta de Sivaldo Camargo. A receptividade do público foi imensa, intensa e superou também as expectativas dos congressistas do Colóquio. Dentre os que desfilaram uma chamou muito a atenção, Suka Miranda, aposentada da Unesp, cantora sertaneja, negra, riso de orelha a orelha, alegre por ali estar. Mãe, avó e com todos os netos ali a presenciando, trouxe junto de si a filha, Maria Alice, ambas pela primeira vez numa passarela. “Sinto-me realizada, feliz da vida e nunca mais vou me esquecer deste dia”. Outros tantos repetiam algo semelhante pelos cantos da estação.

Num comentário posterior, a professora carioca Lucia Acar define bem como foi o desfile: “Vi uma senhora pertos dos 70 anos vestindo uma roupa imponente, desfilava como se fosse a própria rainha, estava incorporada na vestimenta. Todos agiram assim, desfilavam incorporados. O João conseguiu algo de tamanha envergadura junto aos que usaram suas roupas”. Esse o grande feito de tudo o que foi ali presenciado. Dulce Lagreca é uma senhora ligada ao teatro, 75 anos e uma vitalidade que a tirou de casa, junto de amigas e veio para a estação. “Se tivesse forças iria também desfilar. Saio maravilhada, pois vejo um profissional dos mais sensíveis. Foi lindo ver as pessoas do povo na passarela e todos altivos, valorizando o momento”.

Salto do desfile para sua palestra, no dia seguinte, manhã de sexta, 13/10, no palco principal do evento, 9h30 da manhã. Ele voltou a ser o foco das atenções e de sua fala extraí alguns fragmentos. “A roupa é uma definição do dia das pessoas, mas nunca vai definir quem você realmente é. Não queira vestir algo e se achar dentro dela. (...) No futuro as pessoas vão ter uma espécie de uniforme, algo com que se identifique, goste e vista por longo tempo, duradouro. Hoje tem muita roupa rolando por aí e isso não resistirá ao tempo. (...) Moda é contar história, a sua história. Se você quer ser estilista, faça roupa de qualquer qualidade, mas faça, use o que tiver a mão, até grampeador vale. Sua autoconfiança muda quando você vê algo seu, mesmo feito de qualquer forma. Enquanto não fizer, estará cada mais distante da concretude do fazer. (...) Necessário fazer algo para reduzir a ansiedade das pessoas. Repensar essa ansiedade. Muitos acham que vestir a roupa vista na passarela na noite de ontem os tornará incríveis e não é bem assim”, diz.

Desde o dia anterior João havia aceito muito bem uma ideia lançada a ele assim como não se quer nada. “João, seu trabalho visto na estação me faz te lançar um desafio. Que acha de fazer algo assim dessa magnitude com assentados? Aqui em Bauru vários deles e num, mais de 1500 pessoas. Como preparou algo para os que aqui desfilaram, vejo algo mais grandioso ao lado desses”, lancei a ideia num roda de conversa. Seus olhos brilharam, topou de cara e só não fez tudo já para o próximo domingo, pois tinha retorno para a capital ainda na manhã de ontem. No reencontro pela manhã, me cercou, questionou se era verdade a intenção dele produzir algo para o assentados, quis saber mais e mais e antes de ir, deixou a van esperando um pouco mais, voltou para questionar Monica Moura e lhe disse: “Me ajude, instigue, provoque, quero voltar para fazer esse desfile, vai ser uma realização pessoal de grande importância para meu trabalho. Viajo pensando no que já irei utilizar. Vou ficar muito decepcionado se esse desfile não ocorrer. Vou fazer um documentário sobre essa integração. Não vejo a hora. Quero conhecer algo mais dos assentados, me envie tudo o que puder”. E se foi, deixando a ideia lançada por mim a ele, já como algo praticamente em andamento, um desfile no Assentamento Cannã. Arrebatadora ideia.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

BEIRA DE ESTRADA (83)


TRÊS FLASHES DO COLÓQUIO MODA OCORRENDO EM BAURU

1.) REENCONTRANDO ESTRADEIROS...
Em dois textos publicado no blog do Mafuá contei a história de dois irmãos livreiros, que revendem livros país afora, de evento acadêmico em evento acadêmico. Foi em "OS MASCATES DO SÉCULO XXI SÃO DOIS LIVREIROS", 17.10.2012 e depois com "LIVREIRO JÁ É UMA MARAVILHA, ESTRADEIRO ENTÃO, ALGO INCOMPARÁVEL, INCOMENSURÁVEL", 08.09.2014, podendo ambos os textos ser lidos clicando a seguir: http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=Rio+Books.

Hoje ocorre no Guilhermão da Unesp Bauru a abertura do 13º Colóquio de Moda e quem encontro logo de cara na entrada do evento, com uma banca ocupando amplo espaço? Claro, um dos irmãos, o Stevenson, da Rio Books. Amigo de longa data, por pouco não se hospeda no mafuá. Rever estradeiros desse naipe em pleno século XXI, percorrendo o país de fora a fora, carro cheio de livros e pra babar de vontade de arrumar algo da mesma envergadura e escapulir pela aí, sem eira nem beira, mascateando sonhos, a vida, revendo gente nova em cada porto. Esse é um que admiro de montão, pela ousadia em insistir e tocar sua vida até quando puder vijando, trabalhando e gastando sola de sapato.

2.) ELE CONTINUA CUIDANDO DA BANDA E ORQUESTRA MUNICIPAL...
Tempos atrás escrevi dele no Mafuá, o Paulão, dos tempos quando ficava ali sentado diante do Automóvel Clube, numa espécie de cão de guarda não só do prédio, mas das preciosidadees existentes lá dentro, a Orquestra e Banda Municipal. Cliquem a seguir e leiam o escrito em 11.04.2014, "PAULO CUSTÓDIO É O GUARDIÃO DO AUTOMÓVEL CLUBE": http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search….

O tempo passou e tudo se foi lá do Automóvel Clube e hoje estão lá na Estação da NOB. Quem continua fazendo a mesma coisa e com a mesma presteza e atenção é o servidor municipal, o Paulão. Hoje, na abertura do 13º₢olóquio de Moda, lá no Guilhermão da Unesp Bauru, adivinhem que acordou às 6h da manhã, preparou todos os instrumentos, colocou num ônibus, esperou todos os músicos e ficou ao lado de todos o tempo todo, zelando, cuidando, olhando, olhar de lince? Eu fiquei durante a apresentação com um olho na belezura dos músicos e outro no Paulão, olhos e ouvidos atentos em tudo. Foi o último a adentrar o onibus que os levaram de volta para sua nova casa. E logo mais à noite tem mais, desta vez lá na própria Estação da NOB. Não perco por nada.

3.) SUKA DESFILOU, ELA, A FILHA E A FAMÍLIA INTEIRA FOI VER DE PERTO...
Sueli é também cantante na dupla Suka e Miranda, ao lado  do marido. Foi durante muito tempo servidora pública na Unesp Bauru e de lá, esbanjando simpatia, formou legião de amigos. Cantando viaja por aí, região toda em apresentações onde se encontra consigo mesma. Mãe, avó e um amor de pessoa, ela e o esposo, simpáticos pra mais de metro. Impossível não esbarrar neles e não se contagiar com uma conversa a se estender mais e mais, sem querer se acabar.

No desfile do estilista, figurinista e homem de moda João Pimenta realizado dentro do 13º Colóquio de Moda, lá na gare da estação da NOB, noite de quinta, algo único, um staff criado e composto por bauruenses e nele Sueli e sua filha. Ela desfila pela primeira verz na vida e traz toda a família para presenciar o feito. Outros tantos fizeram o mesmo e a gare bombou de gente, não os congressistas do Colóquio, mas familiares dos que estavam na passarela. Foi lindo demais da conta ver essa interação entre tantos, todos felizes da vida, rindo de orelha a orelha.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (46)


A PAIXÃO PELO FUTEBOL E O QUE ESTÁ POR DETRÁS DELA – NÃO LEVE OS BATIDORES A FERRO E FOGO, POIS DO CONTRÁRIO, DEIXARÁ DE TORCER PELO SEU TIME DO CORAÇÃO
Ele fez três, salvou a Argentina.
O dia de ontem foi de muito futebol. Paixão na ponta dos pés. Eu mesmo me envolvi em algumas contentas ao defender que o melhor jogo da rodada de ontem nas eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, nos jogos envolvendo seleções da América Latina, não era o do Brasil X Chile, pois além de estarmos classificados, todo o continente estaria mesmo ligado no jogo lá no Equador, desta seleção contra a Argentina. Não deu outra. Não se falou de outra coisa o dia todo e o melhor jornal aqui do Cone Sul, o argentino Página 12, hoje sai com uma capa endeusando Messi e o colocando como “salvador da pátria” (e não foi?). Foi. O Chile, que começou as eliminatórias com toda pompa do mundo após ganhar a Copa América e logo no primeiro jogo das eliminatórias ganha do Brasil, acabou chegando em sexto e nem pra repescagem foi. O Peru ficou a chance de voltar para uma Copa. Ver a Itália indo pra repescagem e com grandes chances de ficar de fora e ver os EUA perder para Trinidad Tobago e ficar de fora, são as tais emoções de um dia todo voltado para muitas definições. Ontem não se falou de outra coisa e não me sai da mente o choro do jogador sírio ao terminar sua partida e não ter conseguido levar seu país à Copa. No Panamá hoje é feriado nacional e no Chile, tristeza nacional.
Teixeira e Havelange, sem palavras.


Tantas emoções merecem um olhar mais depurado do outro lado da questão. O futebol nos torna emotivos. Brincamos muito com quem torce para outro time diferente do nosso. Posso me entender politicamente com alguém, mas quando numa mesa de discussão surge a oportunidade de tirar o sarro por causa da derrota do time de um grande amigo, poucos perdem a oportunidade. Enfim, futebol é assunto para mais de metro. O país pode estar uma pauleira danada como aqui no caso brasileiro, com golpistas saqueando a nação, mas em certos momentos amainamos a discussão e sentamos diante da TV ou mesmo, vamos prum estádio descarregar algo interior. A discussão do gol de ão do Jô rendeu assunto para intermináveis programas esportivos. Haja saco. Eu até tento ser isento e me lembro de gente que pensou em torcer contra o Brasil na Copa de 70 por causa da ditadura, mas na hora do vamos ver, não aguentou. Hoje acontece o mesmo. Até vejo amigos se dizendo desinteressados das vitórias do Brasil, para não favorecer o golpista no poder. Mas como? O sacana pode cair a qualquer momento, mas a nação e o time que a representa seguirão adiante. Não é porque o presidente do time do coração do torcedor é o Eurico Miranda que ele irá deixar de torcer pelo Vasco da Gama.
Nuzman, dono do COB, preso.


Levo tudo isso em muita consideração, mas não posso esquecer toda sacanagem a envolver o quesito esportes hoje em dia. Os superfaturamentos dos estádios brasileiros parecem já fazer parte do passado, mas diz muito respeito de como olhamos para o que ocorre nos bastidores da bola. Hoje temos um ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira com prisão decretada fora do país, outro ex, o Marin, com prisão domiciliar nos EUA, Havelange teve que renunciar ao cargo vitalício na FIFA por causa de pilantragem e o atual da CBF não pode sair do país, pois será preso se o fizer. Tudo virou um grande negócio, uma grande sacanagem. O presidente do COB, o Nuzman é outro exemplo clássico da sacanagem explícita que se transformou o esporte em todas suas instâncias. Enquanto o torcedor é motivado por essa avassaladora paixão, do outro lado da questão existe uma corja se beneficiando e se enriquecendo às custas desse desmedido amor. Futebol me dizem alguns, não é esporte para amadores. A gente vê a lavagem de dinheiro acontecer por todos os lados e na atual circunstância, se for botar a boca no trombone com tudo, teremos que fechar as portas de confederações, federações e clubes, pelos mais diferentes lugares do planeta.
Válter, inesquecível negociação...
A corrupção grassa não só por aqui, não é exclusividade brasileira, vide o ex-presidente do Barcelona. Só que aqui, não se pune e pouco se investiga. Encerro com o caso noroestino. Não sou contra a chegada hoje dos atuais empresários bancando o time. Ainda bem que surgiram. Nem discuto o outro lado, mas não posso admitir que alguém, como já aconteceu no passado, nem sendo dirigente, mas fazendo parte do staff, fez o que fez no caso do goleiro Válter. É o excesso do excesso.

Lembremos sempre, mais e mais, enquanto a gente torce e se desmiligue pelo time do nosso coração, tem tanta coisa ocorrendo por detrás do pano. Ontem, depois de tudo consumado, jogos encerrados, definições mais que acertadas, parei e pensei nesses tantos sacaneando com nossa emoção. Messi, o que fez três gols e salvou a Argentina, acabou o jogo teve que dar um abraço no presidente do Boca Juniors, na delegação deles em Quito. Eu vomitei vendo a cena. Depois me acalmei, enfim, faz parte do jogo. Nem por causa disso deixarei de ligar a TV hoje à noite e torcer desbragadamente pelo time do meu coração.